Agosto Lilás: a proteção também passa pelo trabalho

 Por: Assessoria de Comunicação07/08/2026 00h10
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Sair de uma situação de violência não é simples. Muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos porque têm medo de perder a renda, de não conseguir sustentar os filhos ou de enfrentar sozinhas as consequências da denúncia.

Neste Agosto Lilás, mês de conscientização pelo enfrentamento à violência contra a mulher, a campanha ganha um significado ainda mais importante: em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos como um dos principais instrumentos de proteção às mulheres brasileiras.

Mesmo com os avanços conquistados nas últimas duas décadas, a violência doméstica continua fazendo vítimas todos os dias. Em muitos casos, ela cresce de forma silenciosa e, quando não é interrompida, pode chegar ao feminicídio.

A proteção também passa pelo emprego

Além das garantias previstas na Lei Maria da Penha, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria assegura uma proteção importante às trabalhadoras vivendo a violência doméstica.

A CCT prevê a manutenção do contrato de trabalho para mulheres que estejam enfrentando essa situação, oferecendo mais segurança para que possam buscar ajuda sem o medo imediato de perder o emprego.

Ter um trabalho protegido não resolve, sozinho, o problema da violência. Mas pode representar uma condição essencial para que a mulher consiga reorganizar sua vida, proteger a si mesma e tomar decisões com mais autonomia.

Você não precisa enfrentar isso sozinha

Se você está vivendo uma situação de violência doméstica ou conhece uma colega que precisa de orientação, saiba que existe uma rede de apoio.

  • Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher): funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço oferece orientação, acolhimento e encaminhamento para a rede de proteção.
  • Polícia Militar: em caso de emergência ou risco imediato, ligue 190.
  • Delegacia da Mulher (DEAM): registre a ocorrência e busque as medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha.
  • Ministério Público e Defensoria Pública: também podem orientar e acompanhar casos de violência doméstica.
  • Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM): oferecem apoio psicológico, social e orientação jurídica em diversos municípios

Neste Agosto Lilás, reforçamos um compromisso: proteger as mulheres também significa defender condições para que elas possam viver e trabalhar com segurança.

O Sintibref-PE pode orientar sobre os direitos previstos na Convenção Coletiva e indicar os caminhos mais seguros para buscar atendimento, sempre com respeito ao sigilo, à privacidade e às decisões da trabalhadora. Você não está sozinha!

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